As Ervas Daninhas




Tenho andado cansada e pouco inspirada para a escrita. Mas tenho mesmo que pôr este blog em dia, ou daqui a nada tenho uma dúzia de filmes sobre os quais escrever! Vamos lá, então.

Na passada semana, foi ver o mais recente filme de Alain Resnais, conhecido realizador francês com quase 90 anos, de seu nome "Ervas Daninhas" (no original, Les Herbes Folles). O filme começa com Marguerite Muir a ter a sua carteira roubada em Paris. Mais tarde, Georges Palet encontra o porta-moedas dela caído à beira do seu carro, estacionado no parque de um centro comercial. Abre o porta-moedas e fica fascinado com a personagem que ali "vive" - através da documentação de Marguerite. Entrega o porta-moedas à polícia, mas não sem antes tentar contactar Marguerite, cujo número descobriu através das páginas amarelas... E assim começa uma obsessão, salpicada de toques humorísticos, mas algo assustadora, porque a mente de Georges é um pouco retorcida. A relação entre Georges e Marguerite irá ser tudo, menos normal.
Estamos, então, na presença de um filme peculiar. Um pouco estranho, até. Às vezes, os franceses (lá estou eu a generalizar) têm um sentido de humor algo transcendente, um pouco surrealista mesmo. E acho que este "Ervas Daninhas" está nesse registo. Tem humor, é verdade, mas de gosto um pouco duvidoso.
Assim sendo, não gostei particularmente, mas soube bem ver um filme francês, estava com saudades.

1 comentário:

Joaquim Lucas disse...

Olá, venho apenas solidarizar-me contigo. O cansaço não ajuda à inspiração e os filmes acumulam-se na minha prateleira mental sem que escreva sobre eles.

Beijinho.

P.S. - Um dia encontramo-nos por aí. :)